segunda-feira, 24 de abril de 2017

Acrosstic: my universe

Parada, estática e acorrentada
E eu choro por dentro
Nem sempre é possível ver
São lágrimas que me afogam
Onde foram parar todas as flores?
Então... não tenho flores no café da manhã...
Meticulosamente ordenando palavras
Vagando no universo
Olho pro horizonte sem encontrar parada
Com meus ombros pesados
Em que consiste o amor?
Todas as poesias foram feitas pra você
Os dias são vazios e quando a noite chega
Devaneios...
Ouça bem, porque
Secretamente, faço enigmas
Os sonhos me perseguem... tormentas
Solidão é cativeiro, acuada procuro afago
Dentro de mim
Ilusão
Ainda interligados por um fio invisível
Saudade palavra cortante...
Para onde foram ?
Todos nossos sonhos de amor?
Se tudo que queremos sonhar não se apaga?

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Maré

Não somos tão diferentes assim...
Procurastes em outras bocas meu ser
Procurei em outra boca o seu ser
E por mais que eu repita incansavelmente que não há engano...
Como se enganar lutando contra um sentimento maré que
tentei conter, guardar como sigilo doloroso e solitário?
E quantas vezes eu afirmar você negará
Porque não há verdade no seu dizer
Porque você se defende como porco espinho e sua carapaça espinhenta me fere
E cada vez que digo a mim mesma que vou desistir
Há aquele fio invisível que nos conecta
que não permite esquecer, sempre me solicitando
e eu vou... sempre irei... sempre

sábado, 17 de setembro de 2016

Oração de ateu

Um dia... quando nossas imagens transpassarem nossas retinas
e outros sentidos perceberem nossa (re)existência...
Para esse dia vamos rezar, acender vela, fazer macumba,
pedir aos deuses que tudo não passe de
um delírio romântico
um vazio semântico
um engano da mente
saudade inocente
que a dor não se torne maior
pra não corrermos perigo
de entrar outra vez num abismo
e assim tudo volta ao normal
o vazio entediante e sem prazer
o estável e sem brilho
muito menos emoção há de ter
muito menos iremos sofrer
pelo tempo perdido
no erro contido.

sábado, 10 de setembro de 2016

vôo

Alienada de minha potência criadora, de minha potência de vontade, modelo social que modela, mas não... não me encaixo, compreendo quase tudo e não aceito quase nada.
A arte é inútil só a quem interessa dominar.
Criar não! Reproduzir, submeter aos mandos, nas amarras do crédito.
Apostar no modelo de vida, de beleza, de obediência: obedecer e ter.
Posse como anestésico que cega e emudece, que aliena a alma.
É a dívida que detona o espírito criador.
Liberdade? Apenas um caderninho de inspiração pra ser guardado na gaveta ao lado do leito.
Nos agarramos à esperança mentirosa
Ou à uma mentira esperançosa
Como anestésico dessa dor maldita
e maldito são os dias em que as lágimas caem dos olhos.
Não aceito o que me nega, o que me aliena, o que me oprime.
Nego o que ameaça me engolir, me esculpir,
nego o que quer tirar de mim aquilo que na alma é meu estado de ser.
E então, imersa em minha dor como pepino em conserva acumulando azedume.
Olho pro horizonte as avessas e lá atrás o que vejo...
São retalhos do meu corpo outrora petrificado pelas sessões de choque depois que a música cessara
Então, peregrinando meu caminho de dor, fui recolhendo cada pedacinho meu
e em isolamento permaneço eremita, remendando, cosendo, cada parte num trabalho meticuloso...
permaneço costurando e em cada retalho, memória da minha vida e nem os olhos marejados embaçando a visão podem atrapalhar meu ofício tamanha determinação.
pareço estática, mas há combustão interna.
Algo renasce por dentro e não tardará o dia de bater asas e em momento sublime, em êxtase observarei do alto o imenso vazio de onde emergi e que outrora adentrei.
Agora percebendo sua pequenez. Porque o vazio tem dessas coisas de ser tão grande quando estamos imersos nele como quanto pequeno quando dele emergimos.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Echoes

As notas que ecoam
em meus ouvidos
Tecidas pelas suas mãos
Que um dia estiveram
A deliciar-se por minhas curvas
Mas por agora
deleite pros meus ouvidos
Vem romantizar...
Mergulha em mim
Um lampejo de delirio
Nesse vazio de solidão

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Prece tantrica (texto de Rosa Luz) ilustração (apenas Soul)



Vem... Amassa meu corpo contra o seu numa superfície qualquer!
Tanto faz se na vertical ou horizontal.
Desafia a lei da física de que 2 corpos não ocupam o mesmo lugar porque assim a gente desafia a lei da gravidade e levita.
Vem pra dentro de mim..vamos gerar calor e suor.
Queimar energia pq existe amor além da alma, Tesão.
Molha tua boca em mim.
Vem atuar no meu longa proibido pra menores.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Guardado (texto de Rosa Luz)

Aquele beijo, seu gosto guardado preservado como santuário imaculado impressões na alma.
Poder explorar sua anatomia.
Ser absorvida por cada poro da sua pele,unindo a matéria conectando com o divino transportados pra outra dimensão.
Nada me concentra a não ser a vontade de te devorar!
Te dar de presente todo meu amor fazendo senti- lo com meu toque, te acolher no meu corpo imerso em mim em todas as coisas que guardei só pra ti.