quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Hoje

Viramos a ampulheta e saímos correndo em direções opostas. Temo que o tempo acabe.
O relógio nem despertou..
Tem dias que a falta vem te acordar...
E hoje a falta estúpida, barulhenta e dolorosa me sacudiu gritando a velha canção na mente.
A banalidade do dia a dia te diz: volte a dormir!
Vou embalar nas letras no sulfite e tentar sobreviver ... Voltar à inércia e dormir em vigilia sem sonhar...Só por hoje...

sábado, 13 de abril de 2019

Reconheço

Meu lado romântico, de tão romântico se esconde no submundo da minha alma.
Movam montanhas, passem séculos e milênios, impressões na alma que não se apagam.
Ainda que tantas e todas as coisas nos toquem na torrente vida, reconhecemos no ciclo infindável como o que evapora se transforma e chove. Dilúvio! Tormenta e vapor.
Sem recomeço nem fim, não se esgota, se refaz...devir.





https://www.youtube.com/watch?v=ak4nYoTeuAI

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Screen ( por Rosa Luz)

Queria lamber tua pele!
Mas tudo que tenho são pixels
Cor sem calor
Luz sem sabor
O que a tela não enquadra
O zoom da lente na minha mente
Aproxima em seus detalhes
Nuca, nós dos dedos, a mão
que passeia no meu corpo
Aquece o coração
Procuro seu rosto na multidão
Te vejo: miragem solidão
Gela o coração.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

releitura!

Continuo a reler as velhas palavras...
Estão lá guardadas, ainda choro o luto vez ou outra...
Vez ou outra revisito... Não deleto, para sempre ter certeza de ter lido aquelas palavras tecidas pelos seus dedos. Para reafirmar: Não foi em vão. Não era loucura ou ilusão.
Esquizofrenizo... passo a mão pelos cabelos como que querendo espantar os pensamentos... dói...ainda... e vez ou outra, de vez em vez quase sempre!
Até quando serei acometida por essa tortura?
Será que sou lida como te leio?
Juro que venho tentando deletar... mas dá bug...

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Secreto

Continuo fazendo poesias mentalmente... Secretamente...
Como água da chuva que volta ao Rio, ciclo infindável.
Confesso minha impossibilidade de escape do ciclo.
Me esqueço as vezes mas permaneço. Escravidão voluntária?
O que acontece ao envelhecer? São novos jornais e as mesmas velhas e enfadonhas notícias.
Olhos afiados. À procura de emoção só satisfaz o que vejo... Quero ver pelos olhos da alma, outros devaneios... Outras sensações para além do turbulento vôo que é a vida.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Acrosstic: my universe

Parada, estática e acorrentada
E eu choro por dentro
Nem sempre é possível ver
São lágrimas que me afogam
Onde foram parar todas as flores?
Então... não tenho flores no café da manhã...
Meticulosamente ordenando palavras
Vagando no universo
Olho pro horizonte sem encontrar parada
Com meus ombros pesados
Em que consiste o amor?
Todas as poesias foram feitas pra você
Os dias são vazios e quando a noite chega
Devaneios...
Ouça bem, porque
Secretamente, faço enigmas
Os sonhos me perseguem... tormentas
Solidão é cativeiro, acuada procuro afago
Dentro de mim
Ilusão
Ainda interligados por um fio invisível
Saudade palavra cortante...
Para onde foram ?
Todos nossos sonhos de amor?
Se tudo que queremos sonhar não se apaga?

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Maré

Não somos tão diferentes assim...
Procurastes em outras bocas meu ser
Procurei em outra boca o seu ser
E por mais que eu repita incansavelmente que não há engano...
Como se enganar lutando contra um sentimento maré que
tentei conter, guardar como sigilo doloroso e solitário?
E quantas vezes eu afirmar você negará
Porque não há verdade no seu dizer
Porque você se defende como porco espinho e sua carapaça espinhenta me fere
E cada vez que digo a mim mesma que vou desistir
Há aquele fio invisível que nos conecta
que não permite esquecer, sempre me solicitando
e eu vou... sempre irei... sempre