Meu lado romântico, de tão romântico se esconde no submundo da minha alma.
Movam montanhas, passem séculos e milênios, impressões na alma que não se apagam.
Ainda que tantas e todas as coisas nos toquem na torrente vida, reconhecemos no ciclo infindável como o que evapora se transforma e chove. Dilúvio! Tormenta e vapor.
Sem recomeço nem fim, não se esgota, se refaz...devir.
https://www.youtube.com/watch?v=ak4nYoTeuAI
sábado, 13 de abril de 2019
quinta-feira, 26 de abril de 2018
Screen ( por Rosa Luz)
Queria lamber tua pele!
Mas tudo que tenho são pixels
Cor sem calor
Luz sem sabor
O que a tela não enquadra
O zoom da lente na minha mente
Aproxima em seus detalhes
Nuca, nós dos dedos, a mão
que passeia no meu corpo
Aquece o coração
Procuro seu rosto na multidão
Te vejo: miragem solidão
Gela o coração.
Mas tudo que tenho são pixels
Cor sem calor
Luz sem sabor
O que a tela não enquadra
O zoom da lente na minha mente
Aproxima em seus detalhes
Nuca, nós dos dedos, a mão
que passeia no meu corpo
Aquece o coração
Procuro seu rosto na multidão
Te vejo: miragem solidão
Gela o coração.
quinta-feira, 19 de abril de 2018
releitura!
Continuo a reler as velhas palavras...
Estão lá guardadas, ainda choro o luto vez ou outra...
Vez ou outra revisito... Não deleto, para sempre ter certeza de ter lido aquelas palavras tecidas pelos seus dedos. Para reafirmar: Não foi em vão. Não era loucura ou ilusão.
Esquizofrenizo... passo a mão pelos cabelos como que querendo espantar os pensamentos... dói...ainda... e vez ou outra, de vez em vez quase sempre!
Até quando serei acometida por essa tortura?
Será que sou lida como te leio?
Juro que venho tentando deletar... mas dá bug...
Estão lá guardadas, ainda choro o luto vez ou outra...
Vez ou outra revisito... Não deleto, para sempre ter certeza de ter lido aquelas palavras tecidas pelos seus dedos. Para reafirmar: Não foi em vão. Não era loucura ou ilusão.
Esquizofrenizo... passo a mão pelos cabelos como que querendo espantar os pensamentos... dói...ainda... e vez ou outra, de vez em vez quase sempre!
Até quando serei acometida por essa tortura?
Será que sou lida como te leio?
Juro que venho tentando deletar... mas dá bug...
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Secreto
Continuo fazendo poesias mentalmente... Secretamente...
Como água da chuva que volta ao Rio, ciclo infindável.
Confesso minha impossibilidade de escape do ciclo.
Me esqueço as vezes mas permaneço. Escravidão voluntária?
O que acontece ao envelhecer? São novos jornais e as mesmas velhas e enfadonhas notícias.
Olhos afiados. À procura de emoção só satisfaz o que vejo... Quero ver pelos olhos da alma, outros devaneios... Outras sensações para além do turbulento vôo que é a vida.
Como água da chuva que volta ao Rio, ciclo infindável.
Confesso minha impossibilidade de escape do ciclo.
Me esqueço as vezes mas permaneço. Escravidão voluntária?
O que acontece ao envelhecer? São novos jornais e as mesmas velhas e enfadonhas notícias.
Olhos afiados. À procura de emoção só satisfaz o que vejo... Quero ver pelos olhos da alma, outros devaneios... Outras sensações para além do turbulento vôo que é a vida.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Acrosstic: my universe
Parada, estática e acorrentada
E eu choro por dentro
Nem sempre é possível ver
São lágrimas que me afogam
Onde foram parar todas as flores?
Então... não tenho flores no café da manhã...
Meticulosamente ordenando palavras
Vagando no universo
Olho pro horizonte sem encontrar parada
Com meus ombros pesados
Em que consiste o amor?
Todas as poesias foram feitas pra você
Os dias são vazios e quando a noite chega
Devaneios...
Ouça bem, porque
Secretamente, faço enigmas
Os sonhos me perseguem... tormentas
Solidão é cativeiro, acuada procuro afago
Dentro de mim
Ilusão
Ainda interligados por um fio invisível
Saudade palavra cortante...
Para onde foram ?
Todos nossos sonhos de amor?
Se tudo que queremos sonhar não se apaga?
E eu choro por dentro
Nem sempre é possível ver
São lágrimas que me afogam
Onde foram parar todas as flores?
Então... não tenho flores no café da manhã...
Meticulosamente ordenando palavras
Vagando no universo
Olho pro horizonte sem encontrar parada
Com meus ombros pesados
Em que consiste o amor?
Todas as poesias foram feitas pra você
Os dias são vazios e quando a noite chega
Devaneios...
Ouça bem, porque
Secretamente, faço enigmas
Os sonhos me perseguem... tormentas
Solidão é cativeiro, acuada procuro afago
Dentro de mim
Ilusão
Ainda interligados por um fio invisível
Saudade palavra cortante...
Para onde foram ?
Todos nossos sonhos de amor?
Se tudo que queremos sonhar não se apaga?
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Maré
Não somos tão diferentes assim...
Procurastes em outras bocas meu ser
Procurei em outra boca o seu ser
E por mais que eu repita incansavelmente que não há engano...
Como se enganar lutando contra um sentimento maré que
tentei conter, guardar como sigilo doloroso e solitário?
E quantas vezes eu afirmar você negará
Porque não há verdade no seu dizer
Porque você se defende como porco espinho e sua carapaça espinhenta me fere
E cada vez que digo a mim mesma que vou desistir
Há aquele fio invisível que nos conecta
que não permite esquecer, sempre me solicitando
e eu vou... sempre irei... sempre
Procurastes em outras bocas meu ser
Procurei em outra boca o seu ser
E por mais que eu repita incansavelmente que não há engano...
Como se enganar lutando contra um sentimento maré que
tentei conter, guardar como sigilo doloroso e solitário?
E quantas vezes eu afirmar você negará
Porque não há verdade no seu dizer
Porque você se defende como porco espinho e sua carapaça espinhenta me fere
E cada vez que digo a mim mesma que vou desistir
Há aquele fio invisível que nos conecta
que não permite esquecer, sempre me solicitando
e eu vou... sempre irei... sempre
sábado, 17 de setembro de 2016
Oração de ateu
Um dia... quando nossas imagens transpassarem nossas retinas
e outros sentidos perceberem nossa (re)existência...
Para esse dia vamos rezar, acender vela, fazer macumba,
pedir aos deuses que tudo não passe de
um delírio romântico
um vazio semântico
um engano da mente
saudade inocente
que a dor não se torne maior
pra não corrermos perigo
de entrar outra vez num abismo
e assim tudo volta ao normal
o vazio entediante e sem prazer
o estável e sem brilho
muito menos emoção há de ter
muito menos iremos sofrer
pelo tempo perdido
no erro contido.
e outros sentidos perceberem nossa (re)existência...
Para esse dia vamos rezar, acender vela, fazer macumba,
pedir aos deuses que tudo não passe de
um delírio romântico
um vazio semântico
um engano da mente
saudade inocente
que a dor não se torne maior
pra não corrermos perigo
de entrar outra vez num abismo
e assim tudo volta ao normal
o vazio entediante e sem prazer
o estável e sem brilho
muito menos emoção há de ter
muito menos iremos sofrer
pelo tempo perdido
no erro contido.
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