segunda-feira, 18 de abril de 2016

Estesia

Vivo em estesia
Flutuo vagando pelo espaço
Imersa em um mar de sensações
Corpo e alma em simbiose
Em espiral multidirecional
Individualidade plural
Melodia no escuro: clarões mentais.


terça-feira, 5 de abril de 2016

A dor a dor...

No fim das contas o que restará?
Sempre coadjuvante nunca protagonista
Sempre à margem, à espera...
Apagadas as luzes, como um animal
Acuada, dedos apontados e só queria amor, amar...
Mas sua doçura é selvagem e não cabe em caixinhas
Incompreensão, nunca aceitação
Sem abrigo em constante cárcere de sua solidão

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Cárcere

Eu nem tive tempo de dizer,
Seu medo cala e castra...
Suas verdades prontas não cabem na realidade
Não na minha...
Eu pedi secretamente todas as noites pela sua presença
E há ainda muitas outras coisas que você nunca saberá
Mas profundamente pode sentir
E sem se permitir...
Pega estrada vagando pra longe de mim
E bem perto dos meus pensamentos
Num espaço em que é permitido
O encontro de almas vagantes e sedentas...
O medo torna a alma cativa...
Cela que entorpece os sentidos


quarta-feira, 30 de março de 2016

Amador...

É devastador viver na linha tênue do padrão social.
Castração...
Imerso num mar de sensações
percepções perpassando, transcendência...
Incerteza e beleza!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Antropometria

Externalizo a minha dor,
a derramo em palavras, grafia
Temo os sentimentos descongelando, paranoia...
Como trilha sonora favorita,
um segredo guardado...
Invade meu corpo, permeando os sentidos
Palavras são ineficientes, insuficientes,
seria preciso imprimir...
carne na carne
gosto, temperatura, aroma
tecendo sentidos, todos alerta...
Permiti que me cavassem a alma
Agora me recomponho, covardia
Só queria reviver, resgatar...
imprimir alma na alma!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Prestação de contas

A prestação que detona o espírito criador.
Liberdade?
Um caderninho de inspiração pra ser guardado na gaveta ao lado do leito.
Nos agarramos à esperança mentirosa
Ou à uma mentira esperançosa
Como anestésico dessa dor maldita
e maldito são os dias em que as lágimas caem dos olhos.

sábado, 15 de março de 2014

Mulher moderna?

Não aguento os sermões da igreja quando falam da mulher no casamento... é uma puxação de saco "valorizando" a mulher, mas é uma valorização que remete toda a responsabilidade do casamento bem sucedido a ela. Essa cultura de que mulher é mais forte que o homem, se vista bem de perto é possível perceber que é profundamente machista, porque na verdade não valoriza a mulher, mas passa pra ela toda responsabilidade seja da criação dos filhos, do sucesso profissional, financeiro e etc, pela desculpa de que a mulher é mais sábia, mais forte, e ela que edifica o lar. Mas ainda conforme a cultura cristã ela deve obedecer ao marido, ou seja, ela é valorizada por tomar pra si as responsabilidades por ser mais capaz que o homem ( porque é essa a visão moderna da mulher) mas na hora das decisões, deve acatar o marido. Tenho a impressão que os tempos atuais, a chamada modernidade avançou meio torta, sabe tipo o pau que nasce torto? O lance é arrancar o galho torto e semear novas sementes que deem a verdadeira liberdade a mulher, acabando com essa pseudo valorização. Por que quando o casamento acaba a culpa será dela também. Os tempos mudaram? Sim. Algo mudou? Será?
O machismo anda disfarçado e chama-se mulher moderna! Ta certo ... como dizia meu avô..." me engana que eu gosto!"