sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Nós emaranhados

Não é preciso vir aqui pra arruinar meu mundo...
Ele desmoronou no dia em que dei falta de Thi.
Todos os dias eu caminho moribunda pelos destroços perambulando pelos estilhaços do que um dia chamamos par.
Assim vou cosendo fio a fio invisíveis conectando nós. Tecendo sons e nós na trama virtual do que restou.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Sem título

Espasmos mentais
Pensamentos regurgitados numa indigestão verborrágica.
Retorno ao corpo enquanto as palavras gritam em minha mente inquieta.
O mundo pesa sobre as costas num corpo exausto que não acompanha as inquietações mentais.
Algum impulso lúbrico morre antes que a sinapse se complete.
Ainda existe aquilo mesmo quando não está visível. Existência invisível.
O ranger dos dentes na noite passada... Espaçada... Resulta nos músculos tensionados... Apertados... Sentimentos esmagados.

Hoje

Viramos a ampulheta e saímos correndo em direções opostas. Temo que o tempo acabe.
O relógio nem despertou..
Tem dias que a falta vem te acordar...
E hoje a falta estúpida, barulhenta e dolorosa me sacudiu gritando a velha canção na mente.
A banalidade do dia a dia te diz: volte a dormir!
Vou embalar nas letras no sulfite e tentar sobreviver ... Voltar à inércia e dormir em vigilia sem sonhar...Só por hoje...

sábado, 13 de abril de 2019

Reconheço

Meu lado romântico, de tão romântico se esconde no submundo da minha alma.
Movam montanhas, passem séculos e milênios, impressões na alma que não se apagam.
Ainda que tantas e todas as coisas nos toquem na torrente vida, reconhecemos no ciclo infindável como o que evapora se transforma e chove. Dilúvio! Tormenta e vapor.
Sem recomeço nem fim, não se esgota, se refaz...devir.





https://www.youtube.com/watch?v=ak4nYoTeuAI

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Screen ( por Rosa Luz)

Queria lamber tua pele!
Mas tudo que tenho são pixels
Cor sem calor
Luz sem sabor
O que a tela não enquadra
O zoom da lente na minha mente
Aproxima em seus detalhes
Nuca, nós dos dedos, a mão
que passeia no meu corpo
Aquece o coração
Procuro seu rosto na multidão
Te vejo: miragem solidão
Gela o coração.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

releitura!

Continuo a reler as velhas palavras...
Estão lá guardadas, ainda choro o luto vez ou outra...
Vez ou outra revisito... Não deleto, para sempre ter certeza de ter lido aquelas palavras tecidas pelos seus dedos. Para reafirmar: Não foi em vão. Não era loucura ou ilusão.
Esquizofrenizo... passo a mão pelos cabelos como que querendo espantar os pensamentos... dói...ainda... e vez ou outra, de vez em vez quase sempre!
Até quando serei acometida por essa tortura?
Será que sou lida como te leio?
Juro que venho tentando deletar... mas dá bug...

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Secreto

Continuo fazendo poesias mentalmente... Secretamente...
Como água da chuva que volta ao Rio, ciclo infindável.
Confesso minha impossibilidade de escape do ciclo.
Me esqueço as vezes mas permaneço. Escravidão voluntária?
O que acontece ao envelhecer? São novos jornais e as mesmas velhas e enfadonhas notícias.
Olhos afiados. À procura de emoção só satisfaz o que vejo... Quero ver pelos olhos da alma, outros devaneios... Outras sensações para além do turbulento vôo que é a vida.