terça-feira, 3 de maio de 2016

Dentro

Agora as luzes acesas
Meia noite...Onde ficaram os sapatinhos de cristal?
Desde que a música parou começaram as sessões de choque.
Meu corpo ainda petrificado, procuro entender o que aconteceu.
Entre uma coisa e outra, vagas sensações de felicidade.
Tenho medo... de mim... porque minha alma não cabe mais nesse corpo rijo.
E o que esperar de alguém em momento de desespero e insanidade?
À procura de libertação da amarras impostas por si mesmo
Consegue me ouvir?
Quem está aí agora?
Me tranco na torre do meu castelo e cultivo resquícios de um passado distante presente.
Certifico-me se ainda respira e passo o dia a rodeá-lo...
Minha flor de dor!



segunda-feira, 18 de abril de 2016

Estesia

Vivo em estesia
Flutuo vagando pelo espaço
Imersa em um mar de sensações
Corpo e alma em simbiose
Em espiral multidirecional
Individualidade plural
Melodia no escuro: clarões mentais.


terça-feira, 5 de abril de 2016

A dor a dor...

No fim das contas o que restará?
Sempre coadjuvante nunca protagonista
Sempre à margem, à espera...
Apagadas as luzes, como um animal
Acuada, dedos apontados e só queria amor, amar...
Mas sua doçura é selvagem e não cabe em caixinhas
Incompreensão, nunca aceitação
Sem abrigo em constante cárcere de sua solidão

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Cárcere

Eu nem tive tempo de dizer,
Seu medo cala e castra...
Suas verdades prontas não cabem na realidade
Não na minha...
Eu pedi secretamente todas as noites pela sua presença
E há ainda muitas outras coisas que você nunca saberá
Mas profundamente pode sentir
E sem se permitir...
Pega estrada vagando pra longe de mim
E bem perto dos meus pensamentos
Num espaço em que é permitido
O encontro de almas vagantes e sedentas...
O medo torna a alma cativa...
Cela que entorpece os sentidos


quarta-feira, 30 de março de 2016

Amador...

É devastador viver na linha tênue do padrão social.
Castração...
Imerso num mar de sensações
percepções perpassando, transcendência...
Incerteza e beleza!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Antropometria

Externalizo a minha dor,
a derramo em palavras, grafia
Temo os sentimentos descongelando, paranoia...
Como trilha sonora favorita,
um segredo guardado...
Invade meu corpo, permeando os sentidos
Palavras são ineficientes, insuficientes,
seria preciso imprimir...
carne na carne
gosto, temperatura, aroma
tecendo sentidos, todos alerta...
Permiti que me cavassem a alma
Agora me recomponho, covardia
Só queria reviver, resgatar...
imprimir alma na alma!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Prestação de contas

A prestação que detona o espírito criador.
Liberdade?
Um caderninho de inspiração pra ser guardado na gaveta ao lado do leito.
Nos agarramos à esperança mentirosa
Ou à uma mentira esperançosa
Como anestésico dessa dor maldita
e maldito são os dias em que as lágimas caem dos olhos.